24 de maio de 2023 Por SBMDN

Constipação Intestinal

A constipação intestinal não é uma doença, mas, sim, um sintoma. Pode estar associado a doenças digestivas ou não, ou a distúrbios funcionais das estruturas envolvidas na evacuação, condicionados por fatores ambientais, idade, sexo e hábitos pessoais.

Trata-se de um quadro clínico caracterizado por evacuações dificultosas, seja por eliminação infrequente (menos de três vezes por semana ou a intervalos superiores a 48 horas) ou incompleta, geralmente acompanhadas de sensação de desconforto e distensão abdominal.

Causas

A constipação intestinal pode ser secundária a distúrbios intestinais como a presença de lesões estruturais do intestino e da região anorretal, uso de medicamentos para dor, fatores psicológicos e várias doenças metabólicas e sistêmicas. Alimentação pobre em fibras e baixa ingestão de água também podem causar constipação.

Entretanto, na maioria dos casos, a constipação intestinal é funcional ou primária, na qual não há presença alterações anatômicas. Geralmente incide preferencialmente na população jovem, com início mal demarcado, evolução insidiosa, lentamente progressiva, não comprometendo o doente no seu estado geral e nutricional, porém tendo impacto negativo direto na qualidade de vida do paciente.

Diagnóstico

A maioria dos pacientes, ao consultar o especialista a respeito da sua constipação, provavelmente já se submeteu a múltiplas tentativas para corrigi-la, fazendo uso de medicamentos, medidas caseiras ou seguindo prescrições médicas, sem alcançar o resultado esperado.

Geralmente, o diagnóstico é clínico, porém pode- se abrir mão de alguns exames complementares como:

  • Colonoscopia;
  • Tempo de Trânsito Colônico;
  • Manometria Anorretal
  • Defecografia.

O especialista julgará a necessidade dos exames, bem como o melhor método diagnóstico para determinar as possíveis causas da constipação.

Orientações para pacientes com quadro de constipação:

• Tome 2 litros (10 copos) de líquido ao dia. Dê preferência para água, podendo ingerir, também, sucos e chás;
• Ingira sempre vegetais folhosos no almoço e no jantar (repolho, couve, alface, brócolis, entre outros);
• Coma 2 laranjas com o bagaço por dia;
• Coma mamão Papaia (do tipo Amazonas) ou uma fatia grande do mamão comum, diariamente. Outras frutas como manga, abacaxi e abacate também atuam melhorando a constipação intestinal;
• Crie o hábito de usar 2 colheres de sopa de farelo de trigo (ou aveia) em cada refeição. Inicie com 2 colheres por dia e vá aumentando 1 colher por semana, podendo chegar a 6 colheres por dia;
• Use também farinha de linhaça diariamente;
• Deixe 2 ameixas pretas em 1 copo com água durante o dia e, à noite, coma as ameixas e tome a água do copo;
• Faça batidas de vegetais e não as coe. Utilize abacaxi, laranja, cenoura, abacate, melancia, manga, tomate, couve, entre outros alimentos;
• Tente evacuar após uma das principais refeições do dia para tentar estabelecer um reflexo condicionado, preferencialmente, sempre após a mesma refeição;
• Faça exercícios físicos regularmente, principalmente abdominais e caminhadas;
• Não use medicamentos laxantes sem orientação médica, eles possuem efeitos colaterais e podem prejudicar o funcionamento do seu intestino.

19 de março de 2019 Por SBMDN

Constipação Intestinal

A constipação intestinal não é uma doença, mas, sim, um sintoma. Pode estar associado a doenças digestivas ou não, ou a distúrbios funcionais das estruturas envolvidas na evacuação, condicionados por fatores ambientais, idade, sexo e hábitos pessoais.
Trata-se de um quadro clínico caracterizado por evacuações dificultosas, seja por eliminação infrequente (menos de três vezes por semana ou a intervalos superiores a 48 horas) ou incompleta, geralmente acompanhadas de sensação de desconforto e distensão abdominal.
Causas
A constipação intestinal pode ser secundária a distúrbios intestinais como a presença de lesões estruturais do intestino e da região anorretal, uso de medicamentos para dor, fatores psicológicos e várias doenças metabólicas e sistêmicas. Alimentação pobre em fibras e baixa ingestão de água também podem causar constipação.
Entretanto, na maioria dos casos, a constipação intestinal é funcional ou primária, na qual não há presença alterações anatômicas. Geralmente incide preferencialmente na população jovem, com início mal demarcado, evolução insidiosa, lentamente progressiva, não comprometendo o doente no seu estado geral e nutricional, porém tendo impacto negativo direto na qualidade de vida do paciente.
Diagnóstico
A maioria dos pacientes, ao consultar o especialista a respeito da sua constipação, provavelmente já se submeteu a múltiplas tentativas para corrigi-la, fazendo uso de medicamentos, medidas caseiras ou seguindo prescrições médicas, sem alcançar o resultado esperado.
Geralmente, o diagnóstico é clínico, porém pode- se abrir mão de alguns exames complementares como:
• Colonoscopia;
• Tempo de Trânsito Colônico;
• Manometria Anorretal;
• Defecografia.
O especialista julgará a necessidade dos exames, bem como o melhor método diagnóstico para determinar as possíveis causas da constipação.
Orientações para pacientes com quadro de constipação:
• Tome 2 litros (10 copos) de líquido ao dia. Dê preferência para água, podendo ingerir, também, sucos e chás;
• Ingira sempre vegetais folhosos no almoço e no jantar (repolho, couve, alface, brócolis, entre outros);
• Coma 2 laranjas com o bagaço por dia;
• Coma mamão Papaia (do tipo Amazonas) ou uma fatia grande do mamão comum, diariamente. Outras frutas como manga, abacaxi e abacate também atuam melhorando a constipação intestinal;
• Crie o hábito de usar 2 colheres de sopa de farelo de trigo (ou aveia) em cada refeição. Inicie com 2 colheres por dia e vá aumentando 1 colher por semana, podendo chegar a 6 colheres por dia;
• Use também farinha de linhaça diariamente;
• Deixe 2 ameixas pretas em 1 copo com água durante o dia e, à noite, coma as ameixas e tome a água do copo;
• Faça batidas de vegetais e não as coe. Utilize abacaxi, laranja, cenoura, abacate, melancia, manga, tomate, couve, entre outros alimentos;
• Tente evacuar após uma das principais refeições do dia para tentar estabelecer um reflexo condicionado, preferencialmente, sempre após a mesma refeição;
• Faça exercícios físicos regularmente, principalmente abdominais e caminhadas;
• Não use medicamentos laxantes sem orientação médica, eles possuem efeitos colaterais e podem prejudicar o funcionamento do seu intestino.